Famílias monoparentais

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Famílias monoparentais

 

O impacto no desenvolvimento das crianças

Actualmente, tem-se verificado um número cada vez maior de famílias constituídas apenas por um dos progenitores e respectivos filhos. Estamos perante as chamadas famílias monoparentais. Esta situação deve-se a vários motivos como o divórcio ou separação, a morte de um dos progenitores ou ainda devido à escolha de querer ser mãe ou pai solteiro. Desta forma, a tarefa de educar assume um papel unipessoal, o que nem sempre é fácil.

 

"Viver só com o filho é um sinal de liberdade e coragem, mesmo sabendo que não é uma tarefa fácil"


Em Portugal, o número de famílias monoparentais tem vindo a aumentar progressivamente, sendo uma situação vivida essencialmente no feminino, ou seja, existe um número maior de mulheres a coabitar só com os seus filhos. Esta monoparentalidade pode dever-se a vários factores. Regra geral, deve-se ao facto do outro progenitor abandonar o lar, devido ao divórcio ou à separação. Por outro lado, temos as mães solteiras que são obrigadas a educar sozinhas o seu filho, porque o pai não assume a paternidade. Também se verificam casos em que ocorre o falecimento de um dos progenitores. Em casos menos comuns, mas com tendência a aumentar, existem os progenitores que, mesmo vivendo sozinhos, optam por adoptar uma criança. Educar um filho sem a presença paterna deixou de ser um efeito colateral de uma relação que terminou, tornando-se, desta forma, uma opção consciente tomada, sobretudo, pela mulher. Posto isto, pode-se constatar que viver só com o filho é um sinal de liberdade e coragem, mesmo sabendo que não é uma tarefa fácil.

 

"Para algumas crianças é muito difícil aceitar o facto de não ter pai ou mãe ou de um destes não estar ausente"


Consequências da monoparentalidade

A monoparentalidade pode, por vezes, não ser bem vista pela sociedade, provocando eventualmente um processo de marginalização, o que se verifica, sobretudo, no caso de mães solteiras. Em casos de divórcio, separação ou abandono, a mulher, que fica com a guarda da criança, pode ver-se envolta por sentimentos de inferioridade e desvalorização pessoal. Em caso da morte de um dos progenitores, o outro não se sente capaz de gerir a sua perda e, consequentemente, incapaz de educar sozinho o seu educando. Por tudo isto, é fundamental que exista o apoio dos familiares, nomeadamente por parte dos pais e dos amigos e, neste caso, é aconselhável que os progenitores aceitem a ajuda prestada. É comum, e bastante pertinente, ver os avós assumirem parte da responsabilidade da figura paternal. Concomitantemente, a criança vê nos avós ou tios a figura paternal que não tem.

 

A família monoparental pode traduzir algumas dificuldades, tanto para o progenitor, como para a criança. Mas é sobretudo a criança que sente mais as consequências da monoparentalidade. Para algumas crianças é muito difícil aceitar o facto de não ter pai ou mãe ou de um destes não estar ausente. Contudo, a monoparentalidade não é necessariamente uma família de risco. Depende de como toda a situação é gerida e do apoio prestado à família monoparental, mãe ou pai e criança.

 

"Quando a mãe ou pai vive sozinho como o filho, cria-se um laço extremamente forte entre ambos, acabando o progenitor por ser demasiado protector e limitar a autonomia da criança"


Como lidar com esta situação

Quando a mãe ou pai vive sozinho como o filho, cria-se um laço extremamente forte entre ambos, acabando o progenitor por ser demasiado protector e limitar a autonomia da criança. Por outro lado, o progenitor tenta compensar a ausência do outro, tornando-se, por vezes, demasiado permissivo e falhando na imposição de regras essenciais à educação. A mãe ou pai não deverão descuidar o facto de que a criança necessita da sua privacidade e de ter regras estabelecidas. No caso de abandono, divórcio ou separação é importante evitar transmitir sentimentos negativos relativos ao outro progenitor e assegurar a presença do outro na educação e vida da criança. No caso de morte de um dos progenitores, é fulcral conversar com a criança e responder com clareza e veracidade às suas questões. Quando uma mulher ou homem optam por adoptar uma criança, deverão explicar à criança todo esse processo, sem lhe esconder a verdade e, fazer compreender que, apesar de viverem só os dois, eles constituem uma verdadeira família.

 

É extremamente natural que as crianças provenientes de famílias monoparentais vivam sentimentos de tristeza, angústia, raiva e até mesmo de culpa. Como tal, é imprescindível estabelecer um diálogo franco e sincero com a criança, contando toda a verdade sobre o outro progenitor, para que esta tenha um desenvolvimento psicológico saudável. É fulcral que a criança não se sinta diferente das outras e, para tal, o progenitor deverá explicar-lhe que apesar de viver só consigo, ela tem outro progenitor (pai ou mãe) e, mesmo que este seja ausente, a criança pode ser igualmente feliz, uma vez que existem outras pessoas importantes na sua vida. Nestes casos, é também necessário proporcionar à criança uma figura paterna, que lhe assegure um equilíbrio emocional. No caso da ausência do pai, um substituto significativo é geralmente o avô ou o tio.

 

"Não prive a criança de contactar com o outro progenitor nem tenha comentários depreciativos sobre ele"


Dicas importantes

- A primeira atitude a tomar é ter uma conversa aberta e franca com o seu filho, explicando-lhe o porquê de serem uma família monoparental. Tenha em conta a idade da criança, para ter um discurso adequado.

- Sempre que a criança quiser falar do outro progenitor, não tente escapar, deixar a conversa para depois ou dar desculpas fantasiosas. Esteja disposto a ouvir a criança e a esclarecer as suas dúvidas. É fundamental que a mesma expresse os seus sentimentos.

- Não prive a criança de contactar com o outro progenitor nem tenha comentários depreciativos sobre ele.

- Recorra a familiares ou amigos para a apoiarem e auxiliarem na educação do seu filho, contudo não delegue a outra pessoa os cuidados que só você deverá ter.

- Usufrua de todos os momentos que passa com o seu filho, dando-lhe toda a atenção e carinho necessários. Não seja permissiva demais, dando tudo o que a criança pede e aceitando tudo o que faz. O excesso de permissividade não é, de todo, a forma mais correcta de compensar a criança pela ausência da outra figura parental. Ela precisa saber que, como qualquer outra criança, deve ter regras e limites.

- Não transfira para a criança o papel do outro adulto. Muitas vezes, acaba-se, mesmo que não intencionalmente, por delegar na criança muitas responsabilidades e inclusivamente até falar com ela sobre todos e quaisquer assuntos. Há que ter cuidado para que a criança não assuma o "lugar que está vago" e sentir-se culpada por algumas situações. Não se esqueça que ela não passa de uma criança.

 

 

Fonte: www.familia.sapo.pt

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